03 de Março de 2009

A equipe da Fundação Cultural composta pelo Luiz Carlos (Teco), Técnico Cláudio Scarparo, Fábio Pimenta e pelo cinegrafista Farid percorreram a região do Córrego Santa Rita até o Córrego José Paula na divisa com o município do Prata. A partir do Córrego do Retiro a equipe foi registrando várias incidências de artefatos líticos (pedra) lascados, que eram usados pelos índios em época pré-histórica. Seguindo informações a equipe foi percorrendo o Córrego José Paula até o seu encontro com o Rio Tijuco, registrando belezas naturais e paisagísticas. Chegando na Fazenda Vertente do Rochedo, local de incomparável beleza natural, o proprietário Neilton José Pereira não só confirmou a presença de artefatos arqueológicos no local, como também levou a equipe até às margens do Rio Tijuco onde foi registrado, além de material lítico (pedra lascada e polida) inúmeros artefatos cerâmicos (cacos cerâmicos, que compunham panelas e igaçabas). O material foi identificado pelo Técnico Cláudio Scarparo, juntamente com o proprietário, numa área de difícil acesso com a presença de muitas cobras do tipo cascavel e jaracussu.
Com essa descoberta o local fica agora protegido por Lei Federal, já que os sítios arqueológicos pertencem à União e são patrimônios do Estado Brasileiro. A Fundação Cultural de Ituiutaba orientou aos proprietários que não deixem ninguém adentrar no local e nem recolher as peças arqueológicas, pois qualquer intervenção no local sem a devida autorização do Governo Federal constitui-se em crime contra o patrimônio arqueológico brasileiro.
A descoberta do sítio arqueológico denominado pela equipe de "Sítio do Tijuco", pois fica à margem do rio, será comunicada ao IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) ao IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), já que a área possui reservas florestais e é alvo de interesse de algumas empresas e também ao Ministério Público.
Com a descoberta, qualquer empreendimento na área deverá realizar, no Estudo de Impacto Ambiental, pesquisas arqueológicas para a salvaguarda do patrimônio brasileiro.
Segundo informações há ainda outros sítios arqueológicos na região do Rio Tijuco, que ainda não foram registrados e nem inventariados. Segundo Luís Carlos (Teco), Ituiutaba está diante de uma realidade histórica muito importante. Estamos resgatando as nossas origens e protegendo o nosso patrimônio. A Fundação já está contactando com vários arqueólogos para o início da pesquisa arqueológica no município, para entendermos mais sobre a nossa pré-história.
O município de Ituiutaba agradece, pois seu nome é um topônimo indígena criado por um de seus ilustres filhos adotivos, segundo a Revista Acaiaca, Senador Camilo Chaves: YG - Rio; TUYU - Tijuco; TABA - Povoação; ou seja, POVOAÇÃO DO RIO TIJUCO. E agora está comprovado que os indígenas habitavam bem pertinho do Rio Tijuco, cuidando dele e sendo sustentados por ele. Precisamos preservar o Rio que é a nossa identidade, afirmou o professor.
A equipe ainda registrou uma cachoeira belíssima denominada Cachoeira Bonita e um Rochedo no Rio Tijuco, que forma um grande espetáculo à vista de quem se aproxima.
Todo o trabalho feito pela Fundação Cultural de inventário dos bens culturais e naturais do município tem o apoio do Prefeito Publio Chaves, do secretário municipal de Obras e Serviços Públicos Marcos Franco e o diretor Sérgio, que sempre tem colaborado com o transporte para a equipe.
